Panteão Nacional

Um colosso de Lisboa que guarda importantes figuras da História de Portugal

Panteão Nacional em Lisboa

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Campo de Santa Clara, 1100-471 Lisboa
Preço: Bilhete normal, 4€ (pode comprar online aqui). Grátis no 1º Domingo de cada mês para visitas individuais e pequenos grupos (todos os elementos de grupos superiores a 12 pessoas pagam bilhete), incluindo crianças e jovens até aos 12 anos, inclusive.
Horário: De 3ª a Domingo, 10:00 - 17:00. Encerrado à 2ª-feira, a 1 de Janeiro, no Domingo de Páscoa, no 1 de Maio e a 25 de Dezembro.
Telefone: (+351) 218 854 820
Informação adicional:
  • Acessos para pessoas com mobilidade reduzida
Como chegar? A estação de metro mais próxima é Santa Apolónia (linha azul). Chega-se facilmente vindo da Baixa (uns 20-30 minutos a pé, e aproveita para passear em Alfama). Eléctrico 28, paragem Voz do Operário (em frente à Igreja de São Vicente de Fora). Nota: se vier de eléctrico, considere ceder passagem aos idosos locais.
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Com mais de 120 mil visitas apenas em 2016 (superando em 20% o ano prévio), o Panteão Nacional de Lisboa é um belíssimo exemplar arquitectónico em Lisboa. Embora o admiremos em todo o seu esplendor actualmente, a vida deste colosso é uma vasta história de atrasos, reconstruções e restaurações.

A sua história começa em 1568, quando a Infanta D. Maria mandou construir uma igreja na freguesia de Santa Engrácia. Infelizmente, em 1681 um violento temporal devastou a Igreja, deixando muito pouco deste primeiro desenho do monumento religioso.

Umas “obras de Santa Engrácia”…

Um ano depois do desastre, em 1682, com novos planos de trabalho, iniciou-se a reconstrução da Igreja. No entanto, os trabalhos perduraram durante tanto tempo que deram origem à expressão “obras de Santa Engrácia” e que significa algo que nunca mais acaba… isto porque a conclusão “arrastou-se” quase 3 séculos (284 anos), terminando-se as obras em 1966!

O desenho da Igreja terá sido inspirado na Igreja de São Pedro, em Roma. Feita em mármore de várias cores, a Igreja de Santa Engrácia ganhou o estatuto de “Panteão Nacional” em 1916.

Panteão Nacional Lisboa - interior
No interior do Panteão Nacional.

Panteão Nacional: os túmulos e cenotáfios

Foi com o novo estatuto que passou a ser residência póstuma de ilustres figuras da História de Portugal, como por exemplo Almeida Garrett, Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Aquilino Ribeiro, Humberto Delgado e a figura incontornável do Fado, Amália Rodrigues (um túmulo que sempre recebeu muitas flores).

No Panteão também estão os cenotáfios de heróis importantes da História lusa, como Nuno Álvares Pereira, o Infante D. Henrique, Pedro Álvares Cabral e Afonso de Albuquerque.

O Panteão Nacional de Lisboa é um colosso que guarda a zona histórica de Lisboa e facilmente reconhecível em qualquer panorâmica da cidade onde apareça. Além disso, a vista que o próprio brinda sobre Lisboa é magnífica.

Se se interessa minimamente pela História de Portugal, esta é uma visita obrigatória. No entanto, se apenas quiser vê-lo de fora, aproveite para passear um pouco e explorar a Feira da Ladra (à 3ª-feira e Sábado), o Jardim de Botto Machado (vai uma pausa no Clara Clara?) e os bairros de Alfama e da Graça.

Panteão Nacional Lisboa e Feira da Ladra
O Panteão Nacional visto de uma das zonas da Feira da Ladra.

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